Historia da comunidade:
O prédio surgiu em 1845, características
do patrimônio Fazenda do Centro,
servindo de Sede a uma fazenda que
se situava à margem direita
do Rio Castelo, local onde um militar
havia estabelecido um centro ativo
de mineração.
O primeiro proprietário foi
Antônio Vieira Machado da Cunha,
que lhe deu o nome devido à
sua posição geográfica,
que fazia dela um centro de encontro
anual de fazendeiros para comemorações
e festas que duravam uma semana. Mais
tarde veio a ser dono o português
Manuel Fernandes Moura.
No final do século XIX, a família
Moura entregaria a administração
da fazenda a um feitor que encontrava
dificuldades para administra-la após
a abolição da escravatura.
A forma encontrada foi a de oferecer
à imigrantes o sistema de meação,
que possibilitou um gradativo surgimento
do empreendimento, facilitado pela
fertilidade dos vales existentes na
região. Este fato serviu de
motivo para que o Frei Manoel Simon,
da Ordem Agostiniana, fizesse sociedade
com José Mariano e adquirissem
de Joaquim Fernandes Moura Características
do patrimônio Fazenda do Centro.
Em 1910, a produção
de café e de cereais transformou
a fazenda em ativo centro comercial
e social, com o estabelecimento do
sistema cooperativista, indústrias
de beneficiamento de café,
arroz, cana-de-açúcar,
milho, polarizando o crescimento da
região e impulsionando o próprio
crescimento da Sede do atual município
de Castelo.
Doações posteriores
à comunidade, novos loteamentos
e invasões reduziram ainda
mais a porção de terra
ao redor da Sede da fazenda, que continuou
de propriedade da Ordem Agostiniana,
responsável, assim, pela primeira
reforma agrária do Espírito
Santo.
Atualmente, o local é tombado
pelo Patrimônio Histórico
e Cultural do Espírito Santo,
e esta em vias de ser recuperado,
sob a condução do Instituto
Frei Manoel Simon , com sede em Castelo,
que tem o comodato com a Ordem Agostiniana
por vinte anos para sua preservação,
conservação e ocupação.
Primeira Reforma Agrária:
Com a libertação dos
escravos em 1888 e a Proclamação
da República em 1889, aliada
às imigrações,
as terras foram se transformando
em mini-latifúndios, pequenas
propriedades de administração
familiar, uma característica
marcante no município até
hoje.
A partir das imigrações,
vários imigrantes italianos
que viviam no município de
Alfredo Chaves dirigiram-se para
as terras castelenses. Em nosso
município, intensificaram
e desenvolveram a agricultura, contribuindo
muito para o desenvolvimento de
Castelo, hoje formado na maioria(cerca
de 80%) por descendentes de italianos.
Padroeiro da comunidade,
Santo Agostinho: Nasceu
em 354 na Tunísia e faleceu
em 430 em Hippo Regius, era filho
de pai pagão e mãe
crista, Espírito inquieto
e sedento de verdade, passou por
varias correntes filosóficas
e seitas, até chegar ao cristianismo.
Foi casado e teve um filho, porem
nunca foi relevado o nome de sua
esposa.
Agostinho se converteu por volta
287 e foi batizado em Milão.
Voltando a África levou vida
ascética. Eleito Bispo de
Hipona, por 34 esteve a frente de
seu povo, ensinado e combatendo
as heresias. Também foi um
grande escritor , tornando se assim
um dos maiores pensadores do mundo
antigo, o que lhe rendeu o titulo
pai do existencialismo cristão.
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