Historia da comunidade:
O nome da comunidade vem
de uma espécie de peneira utilizada,
pelos garimpeiros, para separar o
ouro do cascalho ou barro, pois esta
região é rica em metais
preciosos. AS primeiras famílias
que vieram foram: Costa Longa, Fávero,
Casagrande, Tomazine, Sartore
Por volta de 90 a 100 anos chegaram
os primeiros moradores, um dos moradores
chamado Thomas Tomazine, querendo
trabalhar com café e não
conseguia, pois o vento e o frio não
deixavam que os grãos se formassem,
decidiu com sua fé sair pedindo
ajuda as pessoas e fez uma promessa
que traria da Itália a imagem
de Nossa Senhora do Caravaggio e assim
tornou se a padroeira e depois construiu
uma igrejinha de madeira onde se reunião
todo dia 26 de maio para rezar. igreja
foi construída em 1960
A comunidade da Bateia fica a 22km
do centro da cidade de Castelo. O
melhor caminho para chegar a comunidade
é passando pela estrada não-pavimentada
da Fazenda das Flores seguindo até
Patrimônio do Ouro até
a Igreja da comunidade, são
3km por uma estrada cheia de curvas.
curiosidade
Na época as mulheres usavam
vestido e os homens calça e
camisa, os panos usados para fazer
essas peças de roupas era o
pano ronco, toco, o pano chita e o
de carne seca usados para fazer vestidos,
o pano de saco de açúcar
era desbotado para fazer as roupas
intimas, amesco era um pano muito
usado para fazer camisas para os homens.
Naquele tempo não existia energia
elétrica e para conservar seus
alimentos colocava debaixo da banha
e também salgavasse as carnes
e colocava por dias e apara iluminar
a casa usava se lamparina com querosene,
o lampião e o farol feito com
bambu
Padroeiro da comunidade,
Nossa Senhora do Caravaggio:
Esta devoção remonta
ao ano 1432, quando a Virgem Maria
apareceu a uma camponesa chamada
Joanete Varchi. Conta-se que, para
comprovar a veracidade da aparição,
a Virgem vez brotar uma fonte no
lugar em que seria erguido o santuário.
É invocada com a seguinte
oração:Lembrai-vos,
o puríssima Virgem Maria,
que jamais se ouviu que deixásseis
de socorrer e de consolar a quem
vos invocou implorando vossa proteção
e assistência; assim, pois,
animado com igual confiança,
com a mãe amantíssima,
ó Virgem das Virgens, a vós
recorro; de vós me valho,
gemendo sob o peso de meus pecados,
humildemente me prostro a vossos
pés. Não rejeiteis
as minhas súplicas, ó
Virgem do Caravaggio, mas dignai-vos
ouvi-las propícia e me alcançar
a graça que vos peço.
Amém.
Relato Histórico da Capela
de Bateia
Padroeira N.Sra. do Caravagio
As primeiras famílias que
povoaram a Comunidade da Bateia,
aqui chegaram por volta do ano de
1902, sendo elas: Famílias
Costalonga, Casagrande, Tomazini,
Caldara e mais tarde Sartóri
e Fávero.
A Comunidade ganhou esse nome, devido
a grande quantidade de ouro aqui
existente, sendo encontrando pelos
Jesuítas uma Bateia de Madeira
(utensílios utilizados para
separar o ouro).
As primeiras famílias, cultivavam
o milho, feijão e o café,
do qual com o desmatamento era o
cultivo principal, além dos
animais que também traziam
o alimento, o boi, o porco e galinha
e ainda os cavalos que era o principal
meio de transporte.
As comidas típicas eram:
a polenta, paçoca de banana,
pirão de farinha, que eram
preparadas em panelas de barro.
As famílias cultivavam sua
fé em Deus, deixada por seus
pais, sempre buscavam guardar o
dia do Senhor e seguir seus mandamentos,
como na época, não
havia nenhuma Capela na Comunidade,
eles participavam na comunidade
de Patrimônio do Ouro
O Sr. Tomazio Tomazini, nasceu na
Itália, Estado de Veneto,
Província de Belluno, distrito
de Lamon, no ano de 1872, e embarcou
com seus pais; Fortunato Tomazini
e Giuseppina Campogalto e seus irmãos,
no porto de Gênova em 06 de
dezembro de 1979 e desembarcou no
Porto de Benevente em 17 de janeiro
de 1880.
A família Tomazini permaneceu
por alguns anos em Alfredo Chaves.
O Sr. Tomazo Tomazini, chegou à
Bateia por volta do ano de 1902,
e sentiu a necessidade da construção
de uma Capela onde em seu terreno
construiu a 1ª Capelinha (
particular) da Bateia. Sendo ele
filho de família devota de
N.Sra. do Caravágio, encomendou
da Itália a imagem da Padroeira,
que foi comprada com o dinheiro
doado pelas Comunidades da Bateia
e Pedregulho. Chegando a imagem,
a Comunidade ali se reunia uma vez
por ano, no dia da Padroeira, 26
de maio.
A 1ª Missa foi celebrada por
Frei Geraldo de Barrus. Este Frei
que dava toda assistência.
Foi ele que celebrou o 1º batizado
nesta Capela, no dia 26 de maio
de 1962, a criança sendo
bisneta do Sr. Tomazio e Nóelia
Tomazini.
Durante vários anos foi celebrado
ali, mais com o passar do tempo
a Igrejinha que era coberta de madeira
foi se deteriorando, sendo assim
a imagem de N.Sra. de Caravágio
retirada e levada para a casa das
filhas do Sr. Tomazo, já
então falecido. São
elas, Helena, Joana e Ágata.
E elas não aceitavam que
a imagem saísse de sua propriedade.
Só que aquele lugar era de
difícil aceso, para construir
uma igreja maior.
Como não havia mais Capela,
o Sr. Archilau José Sartori
cedeu a Escola que havia em sua
propriedade, para assim ser celebradas
as Missas e até festas em
homenagem a padroeira todos os anos,
sem a imagem. As filhas do Sr. Tomazio
decidiram doar a imagem, para a
Comunidade de Pedregulho, sendo
que Pedregulho já tinha Padroeira.
Os fiéis da Bateia souberam
que em Vila Nova, no município
de Cachoeiro de Itapemirim na época)
se encontrava um quadro com a imagem
de N.Sra. do Caravágio. Os
Sr. Archilau José Sartori,
foi até lá e trouxe
o quadro com o retrato de N.Sra.
do Caravágio, com o apoio
de Frei Geraldo de Barrus
Por volta do ano de 1950, o Sr.
Luiz Fávero construiu um
Cruzeiro em sua propriedade, onde
a Comunidade se reunia para rezar
aos domingos ás 14:00h, (
local esse onde seria construído
a Igreja no futuro) embora não
havia se desligado do Patrimônio
do Ouro, tanto no religioso como
no social
Devido ao aumento da população
a comunidade foi se, desmembrado
do Patrimônio do Ouro, a Comunidade
sentiu a necessidade da construção
de sua própria Igreja, iniciando-se
assim um mutirão de apoio
e mão de obra, juntamente
com o Frei Amâncio , que era
o responsável pela comunidade
na época. As pedras, areia,
cimento, tijolos enfim todo o material
de construção era
transportados em lombos de burros
e nas costas dos ajudantes, pois
não existia estradas na comunidade.
O presidente da Igreja na época
era o Sr. Archilau José Sartori,
e as famílias que ajudaram
na construção foram:
João Nalli, Amélio
Fávero, Ozilia Fávero,
Antônio Fávero, Manoel
de Oliveira ( Pedreiro) Genézio
Tomaz Tomazini, Deonildo Pícoli,
Chueni Tomazini, Otávio Spavier,
Marcelino Ramos e Durval Belmonte,.
Luiz Abílio e outros ...
O dinheiro para esta construção
foi conseguido através de
doações e leilões,
dos quais os fieis saiam nas comunidades
vizinhas de casa em casa com o quadro
da imagem de N.Sra. do Caravágio,
rezando a oração do
Santo terço e realizando
leilões etc... Assim construíram
a 2ª Capela da Bateia. A doação
do terreno foi feito pelo Sr. Luiz
Fávero, (enquanto vivo havia
prometido o terreno).
Só que a Igreja estava pronta
e a Padroeira estava na comunidade
de Pedregulho, então os responsáveis
pela comunidade de Pedregulho presentearam
os moradores da Bateia com uma imagem
de N.Sra. das Graças para
a inauguração desta
Capela.
Esta foi inaugurada no mês
de maio de 1964 com Frei Amâncio.
Mas os fiéis não conformados
com esta troca, insistiram com Frei
Amâncio para conseguir a imagem
de volta, e finalmente no ano de
1968 a imagem foi trazida para Capela
da Bateia, pelo Sr. Archilau Jose
Sartori, Genézio Tomaz Tomazini
e Otávio Spavier.
Todos os fieis foram ao encontro
da imagem em procissão com
muita festa, todos cantavam de alegria,
pela graça de ter a imagem
de volta.
Durante todo este tempo em que os
padres passaram por aqui, eles se
hospedavam na casa do Sr. Archilau
José Sartori, sua esposa,
S. Almerinda Cesconetto Sartori,
quem cuidava com muito carinho das
refeições, e tudo
mais para acolhê-los. Os animais
que conduziam os padres eram doados
pela família
Por volta do final dos anos 60,
Frei João Casagrande trabalhou
nesta comunidade, implantou entre
alguns trabalhos o Grupo de Oração:
Santa Mônica, eram os jovens
que tomavam a frente deste grupo,
na Vanguarda eram os rapazes: Presidente,
Leonir Sartori, Vice-presidente
Jovandir Sartori e tesoureiro: Milton
Abílio. As moças filhas
de Santa Mônica a frente do
grupo eram Zeni Abílio, Arlinda
Belmonte e Maria Rita Spavier, este
trabalho durou por vários
anos.
Nesta época vários
padres davam assistência em
nossa Comunidade Frei Jesus Lopes
celebrou o 1º casamento, no
dia 12 de fevereiro de 1970, sendo
os noivos: Leonir Sartori e Zeni
Abílio Sartório.
Em maio de 1970, foi inaugurado
o primeiro Galpão da Comunidade
com a presença de Frei Alaor
dos Santos, de Dom Luiz Gonzaga
Pelúcio, administrando crisma
e batizados de 02 crianças
gêmeas: Edigar e Édison
Sartori. Frei Alaor na época
gostava muito de trabalhar com crianças,
portanto fundou a cruzada, todas
as crianças tinham que se
vestir de roupas brancas com uma
faixa amarela e boina iguais. As
catequistas eram Ângela Pim
e Ivanete.
As festas da padroeira eram bem
animadas, todas as famílias
se dedicavam aos trabalhos da Comunidade
para melhor festejar. O padre era
recebido com fogos e bandeirinhas,
os fiéis se prontificavam
com muita alegria e ansiosos cheios
de fé e devoção
a N. Senhora e a Jesus Cristo. Era
celebrada a Santa Missa em seguida
procissão com N. Sra das
Graças no andor, com as crianças
à frente da Procissão.
pois N.Sra. do Caravágio
continuava em seu lugar no Altar.
Nas festas não faltavam um
bom almoço para o padre que
as cozinheiras preparavam com muito
carinho.
Terminada a parte religiosa seguia
festa o dia todo com cachorro quente,
chocolate, refrigerante e leilões
de variadas prendas etc...
Mesmo com Frei Alaor dando todo
apoio a Comunidade, Frei Enéas
não deixava de visitar nossa
Comunidade. Em 04 de fevereiro de
1979 ele realizou dois batizados
de Valdeir Tomazinie e Sidney Sartóri
foram os primeiros batizados nesta
Igreja.
Como a Comunidade foi crescendo
a Igreja já não acomodava
todos os fiéis, foi preciso
construir uma Capela um pouco maior,
sendo na época, o pároco
Frei Enéas Berilli, que colaborou
e acompanhou a construção,
sendo com ajuda de toda a comunidade
e doações, isto por
volta do ano de 1977.
Em 20 de fevereiro de 1983, foi
fundado o Apostolado da Oração
com o apoio de Frei Alaor e os integrantes
da comunidade: D. Rita Agostine
Spavier, Maria da Conceição
Orlandi Sartori e Maria Pires Sartori..
No ano de 1985 o Galpão e
a Igreja apresentavam novamente
problemas na estrutura, e a Comunidade
decidiu construir uma Canônica,
um Galpão e também
a nova igreja, sendo aproveitado
somente as laterais e essas construções
junto do muro que também
foi construído estão
até os dias de hoje, isso
aconteceu entre os anos de 1985
a 1988 que foi inaugurada. Toda
essa construção foi
acompanhada por Frei Francisco Sevolani
Botacin (conhecido por todos como
Frei Chico). Estando a Igreja pronta,
Frei Chico trouxe o Santíssimo,
onde foi instalado no Altar da Igreja.
Frei Chico, incentivou a Comunidade
a estar construindo um Cruzeiro
e que esse fosse colocado num lugar
visível por todos, sendo
este construído de cimento,
no dia 19 de fevereiro de 1995,
foi levado até o lugar escolhido,
doado pelo Sr. Almir Fávero,
onde até hoje todos os anos
neste dia é comemorado com
festa, sendo feita procissão
até o local, e existe também
junto do Cruzeiro um pequeno oratório
com a imagem de Santo Ezequiel Moreno,
Santa Rita de Cássia, e Nossa
Senhora Aparecida, tornando-se assim
um local procurado e freqüentado
pelos fiéis.
Com a saída de Frei Chico,
em 1996, passou por esta comunidade
vários padres, sendo Frei
Egisto como Pároco, Frei
Romualdo, Frei João Flores,
Frei Edielson que permaneceu por
um período maior e incentivou
a comunidade na Capela do Santíssimo
que inaugurado em maio de 1999 e
também 02 novos banheiros,
Frei João Echavarri, Frei
Joaquim Cansian, Frei Henrique Giera
Com o apoio de Frei Edielson, em
fevereiro de 2001, foi criado o
grupo de oração: “
Renovados no Espírito.”
Com a saída de Frei Edielson
veio assistir a comunidade, Frei
Joel Guilaran Villaruel, que está
conosco até hoje.
Como a cobertura da Igreja havia
se danificado novamente, foi trocado
todo o telhado que protege a laje
e construído de estrutura
metálica, ano de 2006.
Atualmente a Comunidade tem 55 famílias,
sendo que a participação
do povo é constante, possuindo
aqui várias pastorais: Batismo,
Catequese, Liturgia, Música,
Ministros Extraordinário
da Distribuição da
Eucaristia, M.E.P.P. D., Apostolado
da Oração, Grupo de
Oração., Grupos de
Refletindo (Novena do Natal).
Todos os domingos acontece a celebração
da Palavra ás 10:00 horas
Temos 01 Missa por mês sempre
na 4ª Segunda-feira do Mês.
E assim segue nossa Comunidade,
Com as Graças de Deus e de
nossa Padroeira Nossa Senhora do
Caravágio. |